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Influenciador cristão é intimado pela Polícia Federal após denúncia por homofobia e racismo

· 3 min leitura
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O influenciador digital e teólogo Caio Modesto foi intimado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos após ser denunciado por supostos crimes de homofobia e racismo. A informação foi divulgada na conta de caio no Instagram. De acordo com uma nota, a investigação tem como base um trecho de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele afirma que “o matrimônio bíblico é somente entre um homem e uma mulher, o que passar disso é obra do inimigo”.

"Hoje em dia, expressar a fé nas redes sociais é como entrar no coliseu entre os leões. Aquilo que sempre foi convicção cristã agora é vigiado, criticado e até tratado como crime. Nossos valores estão sendo distorcidos, e ir contra o pensamento dominante virou motivo de ataque, como se crer e falar a Bíblia fosse algo errado”, pontua


O caso gerou repercussão nas redes sociais e chamou a atenção de personalidades como Joana Prado, que comentou a publicação “Conte com o apoio no que precisar da família Belfort”, disse a artista.
Caio Modesto é graduado em Teologia, Letras e Ciências da Religião, membro da Igreja Presbiteriana Ebenézer de Uberlândia, e reúne cerca de 329 mil seguidores no Instagram e mais de 1,5 milhão de inscritos em seu canal no YouTube.


Leia a nota na íntegra:


Fui intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento presencial em razão de uma denúncia por suposto crime de homofobia e racismo. A referida denúncia tem como base um trecho de um vídeo de minha autoria, no qual expresso uma convicção de natureza religiosa, derivada da fé cristã histórica e do ensino das Escrituras Sagradas. No vídeo, afirmo textualmente que “o matrimônio bíblico é somente entre um homem e uma mulher, o que passar disso é obra do inimigo.”


Tal declaração não decorre de ódio, hostilidade ou intenção de discriminar qualquer pessoa ou grupo, mas da exposição de um entendimento doutrinário, próprio da tradição cristã, exercício legítimo da liberdade religiosa e da liberdade de expressão. Em nenhum momento houve incentivo à violência, à exclusão social ou à negação da dignidade humana, a qual reconheço e respeito em todas as pessoas, independentemente de suas escolhas pessoais.
Do ponto de vista bíblico, essa convicção encontra respaldo em Romanos 1, onde o apóstolo Paulo ensina que a rejeição da ordem criada por Deus é fruto do afastamento da verdade revelada, não uma redefinição legítima daquilo que Deus instituiu (Rm 1.24–27). Trata-se, portanto, de um ensino teológico interno à fé cristã, expresso em contexto religioso, e não de um discurso de ódio ou de natureza discriminatória.

Fernando Shock

Sobre Fernando Shock

Jornalista